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R$ 100,00 em 1994 equivalem a R$ 15,00 em 2021


O que fazer para se proteger da inflação?

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Gelson da Maia Pavão

Escrito por
Gelson da Maia Pavão



Recordo-me quando criança, que no primeiro dia de cada ano, saiamos pela vizinhança do interior desejando bom princípio de ano novo.


Em uma comunidade simples no interior de Santa Catarina, éramos recebidos com bolachas e também com algum dinheiro, pois na tradição local significava a possibilidade de um ano de fartura.


O propósito era sair bem cedinho , pois assim que o dinheirinho reservado para as crianças acabava só restavam balas e bolachas.


Em algum desses anos da década de 80 fomos surpreendidos por uma quantidade imensa de dinheiro que recebemos de uma senhora, além muitas bolachas e doces. Então surgiu a ideia de ir ao mercado local comprar refrigerante com parte do dinheiro recebido.


Com grande alegria, retiramos aquele volume de dinheiro da sacola, mas para surpresa fomos informados que não dava para comprar um refrigerante! 


Que decepção! Todo aquele dinheiro não dava para comprar um refrigerante. Então compramos algumas rapaduras e voltamos para casa, desapontados!


E porquê aquele volume de dinheiro não valia mais nada? Se você nasceu depois do início da década de 90 não viveu a hiperinflação, então deixa eu contextualizar para você.


Entre 1967 e 1993 passamos por seis moedas: 


1- CRUZEIRO NOVO (1967-1970): O cruzeiro novo utilizava as mesmas cédulas do cruzeiro, mas com um carimbo mostrando seu novo valor. Foram cortados três zeros da moeda, e 1000 cruzeiros passaram a valer 1 cruzeiro novo. 




2- CRUZEIRO (1970-1986): A moeda voltou a se chamar cruzeiro três anos depois, com novas cédulas. Seu valor não foi alterado em relação ao cruzeiro novo. Com o tempo, a moeda foi se desvalorizando, e novas cédulas de valor muito maior foram sendo criadas. Em 1986, último ano de circulação dessa moeda, já existiam notas de 100 000 cruzeiros. 




3- CRUZADO (1986-1989): O padrão das cédulas continuaram os mesmos nesta transição, mas a moeda perdeu três zeros e 1 000 cruzeiros passaram a valer 1 cruzado. Durante os primeiros meses da mudança, as antigas cédulas de cruzeiro foram carimbadas com o novo valor em cruzados. 




4- CRUZADO NOVO (1989-1990): O cruzado novo veio substituir o cruzado, na segunda reforma monetária do governo do presidente José Sarney. A moeda perdeu três zeros em relação à sua antecessora, e mais uma vez as notas receberam um carimbo com o novo valor no período de transição. Em seguida, novas cédulas foram criadas. 




5- CRUZEIRO (1990-1993): Pela terceira vez, nossa moeda recebe o nome de cruzeiro, na reforma monetária de 1990, mas mantendo o valor de seu antecessor, o cruzado novo. A hiperinflação fez a moeda se desvalorizar rapidamente e em apenas três anos, já havia cédulas de 500.000 cruzeiros. 




6- CRUZEIRO REAL (1993): O cruzeiro real foi instituído em 93, cortando três zeros da moeda anterior, e aproveitando algumas de suas notas, devidamente carimbadas com o novo valor. 




REAL (1994 até hoje): Em julho de 1994, foi criada uma moeda para definitivamente frear a hiperinflação. 


Apesar do Real ter se desvalorizado 85% desde sua criação, veja que ainda é a nossa melhor moeda na história.


Porque isso acontece? Simples! Os governos geram gastos muito elevados e se endividam. Só que possuem a "máquina que imprime dinheiro". Assim a moeda se desvaloriza e a dívida pode ser "paga". Mas quem paga essa dívida é a população através da desvalorização da Moeda. 


O impressionante é que atualmente isso não é uma realidade apenas de países em desenvolvimento.


Com a Pandemia, o FED - Banco Central Americano - , imprimiu mais dólares em um único mês (julho/2020) do que nos últimos 200 anos, sem contar com os inúmeros programas para "salvar" a principal economia mundial de uma catástrofe financeira em virtude da Pandemia.


Mas esse não foi apenas um fato isolado. Desde a crise 2008 a curva de impressão de dólares é logarítmica! Considere isso na mesma proporção em vários países do mundo e se pergunte: Onde tudo isso irá parar?


Como se proteger da inflação ?


Resposta curta e rápida:


TENHA ATIVOS ! 


O que é um ativo? É algo que gere renda e preserva valor no decorrer do tempo.


Como o Sr. Luis Barsi, Saiu de engraxate conseguiu se tornar o maior investidor pessoa física no Brasil, com patrimônio superior à R$ 2 Bi, passando por todos esses períodos inflacionários governos e crises? Investindo em empresas, em projetos com características de perenidade. 


Ao ser sócio de boas empresas e bons negócios se gera um movimento de expansão do capital e com ele dos lucros ao qual se terá participação.


Outra forma é o investimento imobiliário. Mas comprar um imóvel requer um grande valor para aquisição e uma série de preocupações e gastos para mantê-lo em operação. Então os Fundos Imobiliários (FIIs) são uma opção para quem não quer ter dor de cabeça com imóveis, mas quer ter a renda . 

Lembre-se que a renda do imóvel já é liquido da inflação, pois os contratos são reajustados por algum índice. A vantagem dos FIIs é que além de ser mais prático e fácil, tem custo reduzido e é isento de imposto de renda, possuindo geralmente um retorno maior que um imóvel físico alugado.


Para quem já investe em Ações e Fundos Imobiliários no Brasil, é bom também possuir investimentos fora do brasil em Stocks (Ações) e REITs (Primo dos FIIs no Brasil). Dessa forma não fica exposto geograficamente e politicamente num único país. 


Os REITs nos EUA não são fundos imobiliários como no Brasil que não podem emitir divida para crescer. Os REITs são empresas imobiliárias que tem a liberdade de alavancagem para crescimento, mas que possuem foco na distribuição da renda através de seus lucros, assim como os FIIs no Brasil.


Existem muitas corretoras que você pode ter o acesso lá fora, em que você pode abrir uma conta sem custo de abertura em com taxas zero de operação. Não existem barreiras nesse sentido. 


Ter um pouco de criptomoeda também é uma opção! Eu disse um pouco, pois considero ainda uma experiência em curso. Particularmente eu acho que a revolução que teremos com a adoção das Blockchains será o mesmo, ou superior ao surgimento da internet.


O Bitcoin vem se provando ano após ano, apesar da grande volatilidade, em uma espécie de ouro digital. Só que o ouro, quando sobe muito estimula mineração e a extração de mais ouro. Já o bitcoin é o único projeto com um limite bem definido: 21 milhões de moedas. Essa escassez é o que o torna uma moeda deflacionária e descentralizada, sem uma empresa ou governo no comando. Então é bom ter um pouco de Bitcoin sim, com objetivo de se ter um "seguro contra governos".


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Gelson da Maia Pavão

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