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Escrito por
Gelson da Maia Pavão
Tempo de leitura: 7 min.
Você deve estar acompanhando o cenário entre Rússia e Ucrânia nas últimas semanas.
A preocupação de uma possível guerra foi materializada por um conflito armado na madrugada desta quinta feira.
A invasão da Ucrânia pela Rússia tem forte impacto no mercado financeiro em todo o mundo nesta quinta-feira, e o mesmo ocorre no mercado brasileiro.
O grande impacto econômico se reflete no momento na escalada das commodities. Quem produz será mais beneficiado e quem depende de commodities será o mais prejudicado no curto prazo. Mas os impactos são muito mais amplos no longo prazo e em diversos outros setores também.
Mas como ficam meus investimentos? O que fazer agora?
Uma guerra envolvendo uma potência mundial como a Rússia é quase inimaginável nos dias de hoje, mas está ocorrendo. Muito triste no aspecto humanitário e das pessoas que acabam se privando de suas liberdades, inclusive a de viver!
No entanto, desvinculando desse aspecto humanitário da crise, e olhando para os impactos do mercado financeiro, posso me beneficiar do caos ao invés de participar dele.
Eu sempre prezo por uma carteira balanceada e diversificada e por uma estratégia que se beneficia tanto na alta quanto nas baixas.
O dever de casa deve ser feito antes pelo investidor ao escolher bons ativos e estudar antes de investir. Neste caso os "Cisnes Negros", ou eventos inesperados, podem representar oportunidades e não ameaças ao investidor.
A frase "compre ações ao som dos canhões e venda ao som dos violinos", atribuída ao guru dos investimentos Warren Buffett, serve perfeitamente para o momento atual, em que, em meio ao pânico, investidores locais e estrangeiros aproveitam a forte queda das ações para comprar.
Mas como já manifestado, isso somente é possível quando se tem uma estratégia.
Qual a minha?
Primeiramente, qual é o seu objetivo de investimento? Se o horizonte for menor que 5 anos, ou seja, se pretende usar esse dinheiro até esse período o melhor lugar é na renda fixa. A renda variável é a melhor solução para o longo prazo mas uma péssima opção para o curto prazo.
Em segundo com a macro alocação dos ativos em classes diferentes: Renda fixa, ações , FIIs (Fundos Imobiliários), Stocks (Ações estrangeiras), REITS (Fundos imobiliários no Exterior) e Criptomoedas.
Para cada classe atribuo um percentual. Eu costumo alocar 20% em Renda fixa, 30% em ações, 30% em FIIs, 7% em Stocks, 7% em REITs e 6% em Criptos. Esse percentual varia de acordo com o perfil do investidor onde cada um acaba descobrindo o seu no decorrer do caminho.
Em terceiro lugar, escolher ativos que irão compor essas classes. Quantas e quais empresas eu terei em ações? Nesse momento é importante estudar e conhecer os ativos ao qual investirei. Somente dessa forma surgirá a convicção de comprar mais nas quedas.
Em quarto lugar, manter a estratégia e não mudar ela a todo o momento. Devo direcionar os meus aportes de forma a equilibrar os percentuais inicialmente estipulados como objetivos.
Essa é uma forma que me leva automaticamente a tomar decisões racionais, sem emoção. As emoções no investimentos podem levar a decisões irracionais, como vender uma ação no prejuízo por temor ou falta de confiança.
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